Osteopata Pedro Marinheiro

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História da Osteopatia

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A osteopatia…

É inequivocamente e antes de mais, a história de duas pessoas extraordinárias: o doutor Andrew Taylor Still (1828-1917) que fundou a osteopatia nos Estados Unidos em 1874, apesar do empirismo médico da época, e o doutor William Garner Sutherland (1873-1954) que descobriu e desenvolveu o componente craniano, apesar dos preconceitos e do ostracismo com os quais se deparou, ampliando consideravelmente o domínio da prática osteopática, especialmente à nível das crianças.

Arte, Ciência e Filosofia, a osteopatia repousa sobre bases simples. O fio de Ariadne do procedimento osteopático é encontrado numa frase muito simples: “Encontrem e suprimam a causa, então o efeito desaparecerá”.

Andrew Taylor Still, noted as one of the found...

Andrew Taylor Still, noted as one of the founders Osteopathic medicine (Photo credit: Wikipedia)

O osteopata busca esta causa e a trata utilizando as mãos como utensílio de análise e de tratamento, através de seus conhecimentos profundos em anatomia e fisiologia, respeitando o princípio da unidade e da globalidade do ser, a relação mútua entre a estrutura e a função, e a capacidade de auto-cura do corpo humano. Quando o Dr. A.T.Still fundou a Escola Americana de Osteopatia em Kirksville (American School of Osteopathy), no Missouri, em 1892, o movimento ganhou uma grande extensão, sendo então reconhecido pelo que ela é realmente: uma verdadeira ciência médica e não um conjunto de técnicas, sejam elas vertebrais, viscerais ou cranianas.

Um dos alunos do “Velho Doutor”, o Dr. J.M .Littlejohn, voltou à Inglaterra para fundar a Escola Britânica de Osteopatia (The British School of Osteopathy), que constituiu a origem de toda a corrente osteopática européia. Mas foi necessário esperar até 1946 para que o Dr. W.G.Sutherland fundasse a Associação da Osteopatia Craniana, “que fez entrar o conceito do crânio no domínio das técnicas osteopáticas reconhecidas”.

Pouco antes de sua morte, o Dr. W.G.Sutherland fez o Dr. Harold Magoun, autor do livro ” Osteopathy in the Cranial Field ” (A Osteopatia no Campo Craniano: a bíblia da osteopatia craniana), prometer que ele iria introduzir a osteopatia craniana na Europa. O Dr. Magoun foi primeiro para a Inglaterra, mas os ingleses permaneceram fechados em suas técnicas de manipulação vertebral. Foi então na França, em 1964 que alguns osteopatas deram ouvidos à seus argumentos e acabaram dando origem ao constante desenvolvimento desta técnica neste país.

Still determinou quatro princípios fundamentais da Osteopatia:

A Estrutura Determina a Função – Toda a estrutura (ossos, pele, fáscias, glândulas, vísceras, músculos, articulações, etc) é indivisível, funciona como um todo. A função é o funcionamento da estrutura, ou seja, todos os tecidos corporais. A Patologia não pode instalar-se se o todo estiver harmónico. Então a desarmonia da estrutura facilita a patologia.

A Unidade do Corpo – O corpo busca o equilíbrio em todos os momentos e como um todo, não em segmentos, como muitas vezes o tentam dividir.

A Auto-Cura – O corpo é capaz de se autocurar. O corpo tem em sí todos os meios necessários para evitar ou eliminar doenças, porém tem que estar em harmonia para funcionar corretamente. A Osteopatia coloca os tecidos em harmonia para que o próprio organismo possa se autocurar.

A Regra da Artéria é absoluta – O sangue é o meio de transporte de todos os elementos de nosso corpo, assegurando uma imunidade natural. Sua perturbação afectará a função em determinadas regiões do corpo, como consequência o retorno venoso será mais lento, provocando acúmulo de toxinas e debilidade desta região.

Qual a situação actualmente?

Reconhecida há mais de 50 anos nos Estados Unidos; reconhecida como profissão na Inglaterra desde 1993; em via de reconhecimento oficial na Bélgica, França, Suiça, Áustria; em pleno desenvolvimento na Itália, Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega; fazendo os primeiros passos agora em Portugal, a osteopatia tem se implantado pela sua simplicidade e eficácia. Esta simplicidade aparente, necessita de 6 anos de estudos e de muitas, muitas horas de trabalho pessoal para os alunos que pertençam a estas profissões para-médicas, no entanto o osteopata não é um médico. Ele é “Doutor em Osteopatia”, consciente de suas competências e de seus limites. Na França, muitos osteopatas trabalham em conjunto com médicos, ortopedistas, pediatras, obstetras, ginecologistas, no maior respeito e tolerância, pelo benesse maior dos pacientes.

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