Osteopata Pedro Marinheiro
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Manipulação Visceral

View of Viscera Page 82

View of Viscera Page 82 (Photo credit: perpetualplum)

A Manipulação Visceral foi desenvolvida pelo osteopata francês, Jean-Pierre Barral. Graças ao seu trabalho, todos os profissionais que trabalham na área da saúde podem actualmente recorrer aos movimentos rítmicos do sistema visceral como uma ferramenta terapêutica muito útil. A investigação clínica com os movimentos rítmicos do sistema visceral efectuada pelo Dr. Barral, levou a que seja possível trabalhar manualmente com os órgãos de uma forma precisa, tendo em conta a influência que estes têm nas suas disfunções estruturais e fisiológicas.

A vida e o movimento estão intimamente ligados. Todo o ser vivo encontra-se em movimento constante. Num corpo saudável, a relação entre os órgãos e as estruturas do corpo ( músculos, membranas, fascia e ossos ) mantém-se estável, não obstante os vários movimentos a que são submetidos. A função normal do sistema visceral depende da harmonia entre os movimentos de todos os órgãos e as estruturas que os envolvem. Quando esta harmonia é afectada, por razões estruturais ou emocionais, podem-se acumular restrições de mobilidade que mais tarde causam disfunções crónicas que vão destabilizar todo este funcionamento visceral e que por sua vez criam pontos de fixação e tensão anormais que se movimentam milhares de vezes por dia e, que, pouco a pouco, vão destabilizando e desgastando o corpo humano e afectam o seu bem estar estrutural e emocional. O sistema visceral está dependente da harmonia entre os movimentos de todos os órgãos e das estruturas corporais. No entanto, quando a harmonia entre os órgãos é afectada devido a uma situação anormal, podem-se acumular aderências e alterações que não só trabalham contra os próprios órgãos como também podem afectar as estruturas. Uma irritação crónica pode desenvolver-se e dar origem a doenças e certas disfunções. Além disso, esta perda de harmonia pode ainda criar fixações e pontos anormais de tensão dentro das paredes do corpo, obrigando-o a movimentar-se em torno destes pontos.

Como exemplo temos as aderências que se podem desenvolver à volta dos pulmões e alterar o seu eixo, o que obriga a uma alteração e acomodação anormal das estruturas corporais circundantes. Estas aderências podem modificar a mobilidade das costelas, causando um desequilíbrio das forças sobre a coluna vertebral e, com o decorrer do tempo provocar uma escoliose e dor. Este é um exemplo de uma disfunção relativamente pequena mas que se repete milhares de vezes ao longo do dia.

A Manipulação Visceral é uma terapia manual suave que trabalha com o sistema visceral do corpo ( coração, fígado, intestinos e outros órgãos internos, a fim de localizar e aliviar pontos de tensão anormal. Esta terapia aplica forças manuais específicas que trabalham com o intuito de promover a mobilidade e a tonicidade normal das vísceras e dos seus tecidos conjuntivos. Estas manipulações suaves podem melhorar significativamente a função individual dos órgãos e a integridade estrutural de todo o corpo.

A manipulação visceral é uma técnica terapêutica muito específica e que requer uma percepção palpatória muito bem treinada afim de o profissional poder detectar alterações no sistema visceral. O nível de ensino destes cursos é bastante alto, daí que, todos os professores que ministram estes cursos foram formados pelo prório Dr. Jean-Pierre Barral.

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Osteopatia Sacro Craniana

A Osteopatia Sacro Craniana foi desenvolvida pelo médico e osteopata americano Dr. John Upledger, após um estudo científico intensivo entre 1975 e 1983, enquanto professor de biomecânica e investigador clínico na Universidade Estatal de Michigan nos Estados Unidos da America.

A Osteopatia Sacro Craniana é uma terapia manual, muito suave, que tem como objectivo avaliar e melhorar a função fisiológica do sistema sacro craniano, um sistema fisiológico do qual fazem parte as membranas cranianas e o liquido céfalo raquidiano que envolve e protege o cérebro e a espinal medula. Este sistema mantém uma relação entre o sacro e o cranio através do tubo dural e está exposto a tensões anormais que podem causar alterações em várias partes do corpo.

Usando um toque muito leve, de uma maneira geral não superior a 5 gramas, o terapeuta sacro craniano pode libertar certas restrições no sistema sacro craniano e dissipar os efeitos negativos do stress sobre o sistema nervoso central, facilitando o processo de recuperação do próprio sistema de auto-regulação, permitindo assim que este faça as suas próprias correcções quando e onde estas sejam necessárias, sem decerto modo contrariar o processo fisiológico normal.

A Osteopatia Sacro Craniana está indicada em qualquer faixa etária e raramente tem contra indicações. Em doentes de idades mais avançadas esta terapia pode melhorar a mobilidade funcional e proporcionar mais energia.

A Osteopatia Sacro Craniana é cada vez mais usada como terapia preventiva por ser benéfica no apoio e reforço às resistências naturais contra as doenças e é eficaz numa grande variedade de problemas médicos associados à dor e à disfunção, incluindo:

– Enxaquecas,
– Dores de cabeça,
– Dores musculares crónicas da coluna vertebral,
– Dificuldades respiratórias,
– Dificuldades de coordenação motora,
– Cólicas
– Autismo
– Disfunções do sistema nervoso central
– Problemas músculo esqueléticos
– Problemas generalizados nas crianças
– Dificuldades na aprendizagem
– Fadiga crónica, dificuldades emocionais
– Problemas relacionados com stress
– Problemas do tecido conjuntivo
– Fibromialgia
– Disfunções temporo-mandibulares
– Disfunções neurovasculares e do sistema imunitário, etc.

Um aspecto importante da terapia sacro craniana é o facto de esta poder ser conjugada com outras terapias ou usada individualmente, tendo sempre como objectivo o bem estar do doente. Cada vez mais chegamos à conclusão de que nenhuma terapia é perfeita, em muitos casos umas funcionam melhor do que outras, e em alguns casos melhor do que noutros, portanto, quando se pode oferecer uma terapia integrada a recuperação do doente é sempre mais eficaz.

Devo recorrer a um Tratamento de Osteopatia?

O meu caso será para a Osteopatia?

Na verdade, são inúmeras as indicações do tratamento osteopático, excepto tumores e patologias neurológicas graves. As patologias mais frequentes que chegam ao Osteopata são referentes a coluna vertebral, mas a actuação é muito mais ampla.

A osteopatia é recomendada nos seguintes casos: dores de costas agudas e crónicas (cervicalgias, dorsalgias, lombalgias), torcicolos, neuralgia cervicobraquialgias, ciatalgias e ciática, dores de cabeça, lesões traumáticas do sistema músculo-esquelético como é o caso das lesões desportivas, entorses, hérnias discais, epicondilites, cólicas menstruais, insónias, problemas digestivos, respiratórios, cardio-vasculares, renais, endócrinos, ginecológicos, entre outros.

A Osteopatia, assim como a maior parte das terapias alternativas, é particularmente eficaz no campo da prevenção, conseguindo evitar que as disfunções se transformem em doenças crónicas e ou lesões graves, como as artroses ou as hérnias discais, ainda que depois destas estabelecidas, contribua para as aliviar, reduzindo os seus efeitos.

É ainda eficaz como complemento a práticas psicológicas e médicas. Ajustando o equilíbrio interno e eliminando tensões, visa uma harmonia holística do corpo, proporcionando bem-estar.

E os Resultados dos Tratamentos Osteopáticos?

Os resultados costumam aparecer logo na primeira consulta. Melhoram dia a dia, dependendo é claro, da patologia ou da disfunção e do tempo de existência da mesma.

O ideal é a pessoa fazer uso da osteopatia quando começam as primeiras dores e não deixar passar, pois o tempo não cura, antes pelo contrário agrava as situações e aquilo que podia ser evitado passa a ser um problema muitas das vezes incapacitante e que não nos permite tirar o rendimento desejado da vida nem apreciá-la na sua globalidade.